Acadêmicas:

Acadêmicas: Maria Cleuzanir Noleto, Marlúcia dos Santos, Natânia Leite, Paloma da Silva e Cirlene Maria.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Ações Governamentais voltadas para a Educação

Mais Educação

O Programa Mais Educação, criado pela Portaria Interministerial nº 17/2007, aumenta a oferta educativa nas escolas públicas por meio de atividades optativas que foram agrupadas em macrocampos como acompanhamento pedagógico, meio ambiente, esporte e lazer, direitos humanos, cultura e artes, cultura digital, prevenção e promoção da saúde, educomunicação, educação científica e educação econômica.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD/MEC), em parceria com a Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC) e com as Secretarias Estaduais e Municipais de Educação. Sua operacionalização é feita por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
O programa visa fomentar atividades para melhorar o ambiente escolar, tendo como base estudos desenvolvidos pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), utilizando os resultados da Prova Brasil de 2005. Nesses estudos destacou-se o uso do “Índice de Efeito Escola – IEE”, indicador do impacto que a escola pode ter na vida e no aprendizado do estudante, cruzando-se informações socioeconômicas do município no qual a escola está localizada.
Por esse motivo a área de atuação do programa foi demarcada inicialmente para atender, em caráter prioritário, as escolas que apresentam baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), situadas em capitais e regiões metropolitanas.
As atividades tiveram início em 2008, com a participação de 1.380 escolas, em 55 municípios, nos 27 estados para beneficiar 386 mil estudantes. Em 2009, houve a ampliação para 5 mil escolas, 126 municípios, de todos os estados e no Distrito Federal com o atendimento previsto a 1,5 milhão de estudantes, inscritos pelas redes de ensino, por meio de formulário eletrônico de captação de dados gerados pelo Sistema Integrado de Planejamento, Orçamento e Finanças do Ministério da Educação (SIMEC).  Em 2010, a meta é atender a 10 mil escolas nas capitais, regiões metropolitanas - definidas pelo IBGE - e cidades com mais de 163 mil  habitantes, para beneficiar três milhões de estudantes.
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Os Programas "Prêmio Itaú-Unicef" e "Jovens Urbanos"

Assim como os "Projetos que trabalham com as Políticas de Educação Integral", são exemplos de iniciativas que promovem o desenvolvimento integral de crianças, adolescente e jovens, ao aliar a busca pela garantia de direitos à articulação entre organizações, governo e instituições privadas. 

A sociedade civil organizada teve um papel fundamental na elaboração e na promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em 1990. Passados 22 anos da aprovação dessa lei, cujo objetivo é garantir os direitos de crianças e adolescentes, as organizações sociais do Brasil continuam a contribuir com a defesa dessas garantias, deixando de simplesmente exigir seu reconhecimento legal para cada vez mais atuar na busca pela efetivação de tais direitos.
“O ECA foi o resultado de uma ação civil que buscou defender a criança como sujeito de direitos, garantindo o acesso a direitos básicos e outras ações. Embora seja um grande desafio a construção da intersetorialidade, a educação integral, nos seus vários desenhos, propicia e induz uma reflexão que enxerga a criança e o adolescente como seres integrais, que necessitam de um olhar integrado e de ações articuladas para o seu desenvolvimento integral na perspectiva da garantia de seus direitos”, afirma Izabel Brunsizian, responsável pelas ações de formação do Prêmio Itaú-Unicef.
Criado em 1995, o Prêmio Itaú-Unicef é uma iniciativa da Fundação Itaú Social e do Unicef, com a coordenação técnica do Cenpec, que tem por objetivo mobilizar, inovar, induzir e dar visibilidade ao trabalho de organizações da sociedade civil sem fins lucrativos que, em articulação com políticas públicas, realizam ações socioeducativas e contribuem para a educação integral de crianças e adolescentes.
Em suas ações, tanto nos momentos de seleção e premiação, quanto nas atividades de formação, o Prêmio Itaú-Unicef tem pautado a sociedade sobre a importância das ações socioeducativas desenvolvidas por ONGs para a formação integral da infância e da adolescência que vivem em condições de vulnerabilidade socioeconômica, identificando trabalhos que estão transformando não só as vidas de crianças e adolescentes, mas também as de suas famílias e de toda a comunidade.


Centro de Referências em Educação Integral


Lançado em agosto deste ano, o Centro de Referências em Educação Integral tem o objetivo de auxiliar gratuitamente gestores públicos, escolas e agentes comunitários que pretendem ou já estão desenvolvendo programas nessa área. A iniciativa partiu de 15 organizações governamentais e não governamentais que entendem que ainda são muitos os desafios para concretizar as ações e projetos de Educação Integral no Brasil.
O Centro de Referências em Educação Integral é uma plataforma cujo objetivo é apoiar o trabalho das secretarias de educação no que diz respeito a gestão dos programas e ações voltadas para a educação integral. Além disso, por meio da plataforma, o gestor pode se informar sobre as experiências já desenvolvidas no Brasil e no mundo.
Na plataforma é possível encontrar materiais formativos, instrumentais e um amplo banco de experiências sobre diferentes temas relacionados à educação integral. Além disso, o site conta com uma agenda nacional de atividades e notícias atualizadas diariamente.
Projeto e Organizações envolvidas - O projeto tem como objetivo promover a pesquisa, o desenvolvimento, aprimoramento e difusão gratuita de referências, estratégias e instrumentais que contribuam para a formulação, gestão e avaliação de políticas públicas de Educação Integral para que escolas, organizações, redes e governos, em qualquer nível, possam implementá-las.
O Centro de Referências da Educação Integral é uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC), Instituto Inspirare, Instituto Natura e Fundação Itaú Social, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Fundação SM, Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), Cenpec – Educação, Cultura e Ação Comunitária, Centro Integrados de Estudos e Programas para o Desenvolvimento Sustentável (CIEDS) e Associação Cidade Escola Aprendiz.


Documento sobre Estágio e suas respectivas resoluções no curso de licenciatura em pedagogia

Link
Documentos de Estágio: Temas abordados no site

Revistas Brasileiras que Pensam e Discutem a Educação

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SCIELO - Revista Brasileira de Educação
RBPG  – Revista Brasileira de Pós-graduação
Revista Educação
Revista da FAEEBA
Nova Escola


MONOGRAFIAS NA ÁREA DA EDUCAÇÃO

­­­­­­ A Importância do Brincar na Educação Infantil


Índice
1. Resumo

1. RESUMO
O presente artigo visa analisara importância do brincar no desenvolvimento e aprendizagem na educação infantil. Tem como objetivo conhecer o significado do brincar, conceituar os principais termos utilizados para designar o ato de brincar, tornando-se também fundamental compreender o universo lúdico, onde a criança comunica-se consigo mesma e com o mundo, aceita a existência dos outros, estabelece relações sociais, constrói conhecimentos, desenvolvendo-se integralmente, e ainda, os benefícios que o brincar proporciona no ensino-aprendizagem infantil. Ainda este estudo traz algumas considerações sobre os jogos, brincadeiras e brinquedos e como influenciam na socialização das crianças. Portanto, para realizar este trabalho, utilizamos a pesquisa bibliográfica, fundamentada na reflexão de leitura de livros, artigos, revistas e sites, bem como pesquisa de grandes autores referente a este tema. Desta forma, este estudo proporcionará uma leitura mais consciente acerca da importância do brincar na vida do ser humano, e, em especial na vida da criança.
Palavras-chave: Brincar, aprendizagem e desenvolvimento infantil, educação infantil.
2. INTRODUÇÃO
Brincar é uma importante forma de comunicação, é por meio deste ato que a criança pode reproduzir o seu cotidiano.O ato de brincar possibilita o processo de aprendizagem da criança, pois facilita a construção da reflexão, da autonomia e da criatividade, estabelecendo, desta forma, uma relação estreita entre jogo e aprendizagem.
Para definir a brincadeira infantil, ressaltamos a importância do brincar para o desenvolvimento integral do ser humano nos aspectos físico, social, cultural, afetivo, emocional e cognitivo. Para tanto, se faz necessário conscientizar os pais, educadores e sociedade em geral sobre à ludicidade que deve estar sendo vivenciada na infância, ou seja, de que o brincar faz parte de uma aprendizagem prazerosa não sendo somente lazer, mas sim, um ato de aprendizagem. Neste contexto, o brincar na educação infantil proporciona a criança estabelecer regras constituídas por si e em grupo, contribuindo na integração do indivíduo na sociedade. Deste modo, à criança estará resolvendo conflitos e hipóteses de conhecimento e, ao mesmo tempo, desenvolvendo a capacidade de compreender pontos de vista diferentes, de fazer-se entender e de demonstrar sua opinião em relação aos outros. É importante perceber e incentivar a capacidade criadora das crianças, pois esta se constitui numa das formas de relacionamento e recriação do mundo, na perspectiva da lógica infantil.
Neste sentido, o objetivo central deste estudo é analisar a importância do brincar na Educação Infantil,pois, segundo os autores pesquisados, este é um período fundamental para a criança no que diz respeito ao seu desenvolvimento e aprendizagem de forma significativa.
3. As implicações do ato de brincar no desenvolvimento infantil
Brincar, segundo o dicionário Aurélio (2003), é "divertir-se, recrear-se, entreter-se, distrair-se, folgar", também pode ser "entreter-se com jogos infantis", ou seja, brincar é algo muito presente nas nossas vidas, ou pelo menos deveria ser.
Segundo Oliveira (2000) o brincar não significa apenas recrear, é muito mais, caracterizando-se como uma das formas mais complexas que a criança tem de comunicar-se consigo mesma e com o mundo, ou seja, o desenvolvimento acontece através de trocas recíprocas que se estabelecem durante toda sua vida.Assim, através do brincar a criança pode desenvolver capacidades importantes como a atenção, a memória, a imitação, a imaginação, ainda propiciando à criança o desenvolvimento de áreas da personalidade como afetividade, motricidade, inteligência, sociabilidade e criatividade.
Vygotsky (1998), um dos representantes mais importantes da psicologia histórico-cultural, partiu do princípio que o sujeito se constitui nas relações com os outros, por meio de atividades caracteristicamente humanas, que são mediadas por ferramentas técnicas e semióticas. Nesta perspectiva, a brincadeira infantil assume uma posição privilegiada para a análise do processo de constituição do sujeito, rompendo com a visão tradicional de que ela é uma atividade natural de satisfação de instintos infantis. Ainda, o autor refere-se à brincadeira como uma maneira de expressão e apropriação do mundo das relações, das atividades e dos papéis dos adultos. A capacidade para imaginar, fazer planos, apropriar-se de novos conhecimentos surge, nas crianças, através do brincar. A criança por intermédio da brincadeira, das atividades lúdicas, atua, mesmo que simbolicamente, nas diferentes situações vividas pelo ser humano, reelaborando sentimentos, conhecimentos, significados e atitudes.
De acordo com o Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil (BRASIL, 1998, p. 27, v.01):
O principal indicador da brincadeira, entre as crianças, é o papel que assumem enquanto brincam. Ao adotar outros papéis na brincadeira, as crianças agem frente à realidade de maneira não-literal, transferindo e substituindo suas ações cotidianas pelas ações e características do papel assumido, utilizando-se de objetos substitutos.
Zanluchi (2005, p. 89) reafirma que “Quando brinca, a criança prepara-se a vida, pois é através de sua atividade lúdica que ela vai tendo contato com o mundo físico e social, bem como vai compreendendo como são e como funcionam as coisas.” Assim, destacamos que quando a criança brinca, parece mais madura, pois entra, mesmo que de forma simbólica, no mundo adulto que cada vez se abre para que ela lide com as diversas situações.
Portanto, a brincadeira é de fundamental importância para o desenvolvimento infantil na medida em que a criança pode transformar e produzir novos significados. Nas situações em que a criança é estimulada, é possível observar que rompe com a relação de subordinação ao objeto, atribuindo-lhe um novo significado, o que expressa seu caráter ativo, no curso de seu próprio desenvolvimento.
4. A importância do brincar no universo lúdico (jogos, brincadeiras e brinquedos)
O ato de brincar acontece em determinados momentos do cotidiano infantil, neste contexto, Oliveira (2000) aponta o ato de brincar, como sendo um processo de humanização, no qual a criança aprende a conciliar a brincadeira de forma efetiva, criando vínculos mais duradouros. Assim, as crianças desenvolvem sua capacidade de raciocinar, de julgar, de argumentar, de como chegar a um consenso, reconhecendo o quanto isto é importante para dar início à atividade em si.
O brincar se torna importante no desenvolvimento da criança de maneira que as brincadeiras e jogos que vão surgindo gradativamente na vida da criança desde os mais funcionais até os de regras. Estes são elementos elaborados que proporcionarão experiências, possibilitando a conquista e a formação da sua identidade. Como podemos perceber, os brinquedos e as brincadeiras são fontes inesgotáveis de interação lúdica e afetiva. Para uma aprendizagem eficaz é preciso que o aluno construa o conhecimento, assimile os conteúdos. E o jogo é um excelente recurso para facilitar a aprendizagem, neste sentido, Carvalho (1992, p.14) afirma que:
(...) desde muito cedo o jogo na vida da criança é de fundamental importância, pois quando ela brinca, explora e manuseia tudo aquilo que está a sua volta, através de esforços físicos se mentais e sem se sentir coagida pelo adulto, começa a ter sentimentos de liberdade, portanto, real valor e atenção as atividades vivenciadas naquele instante.  
Carvalho (1992, p.28) acrescenta, mais adiante:
(...) o ensino absorvido de maneira lúdica, passa a adquirir um aspecto significativo e afetivo no curso do desenvolvimento da inteligência da criança, já que ela se modifica de ato puramente transmissor a ato transformador em ludicidade, denotando-se, portanto em jogo.
As ações com o jogo devem ser criadas e recriadas, para que sejam sempre uma nova descoberta e sempre se transformem em um novo jogo, em uma nova forma de jogar.  Quando a criança brinca, sem saber fornece várias informações a seu respeito, no entanto, o brincar pode ser útil para estimular seu desenvolvimento integral, tanto no ambiente familiar, quanto no ambiente escolar.
É brincando também que a criança aprende a respeitar regras, a ampliar o seu relacionamento social e a respeitar a si mesma e ao outro. Por meio da ludicidade a criança começa a expressar-se com maior facilidade, ouvir, respeitar e discordar de opiniões, exercendo sua liderança, e sendo liderados e compartilhando sua alegria de brincar. Em contrapartida, em um ambiente sério e sem motivações, os educandos acabam evitando expressar seus pensamentos e sentimentos e realizar qualquer outra atitude com medo de serem constrangidos. Zanluchi (2005, p.91) afirma que “A criança brinca daquilo que vive; extrai sua imaginação lúdica de seu dia-a-dia.”, portanto, as crianças, tendo a oportunidade de brincar, estarão mais preparadas emocionalmente para controlar suas atitudes e emoções dentro do contexto social, obtendo assim melhores resultados gerais no desenrolar da sua vida.
Entretanto, Vygotsky (1998) toma como ponto de partida a existência de uma relação entre um determinado nível de desenvolvimento e a capacidade potencial de aprendizagem. Defende a ideia de que, para verificar o nível de desenvolvimento da criança, temos que determinar pelo menos, dois níveis de desenvolvimento. O primeiro deles seria o nível de desenvolvimento efetivo, que se faz através dos testes que estabelecem a idade mental, isto é, aqueles que a criança é capaz de realizar por si mesma, já o segundo deles se constituiria na área de desenvolvimento potencial, que se refere a tudo aquilo que a criança é capaz de fazer com a ajuda dos demais, seja por imitação, demonstração, entre outros.  O que a criança pode fazer hoje com a ajuda dos adultos ou dos iguais certamente fará amanhã sozinha. Assim, isso significa que se pode examinar, não somente o que foi produzido por seu desenvolvimento, mas também o que se produzira durante o processo de maturação.
Para Vygotsky, citado por Baquero (1998), a brincadeira, o jogo são atividades específicas da infância, na quais a criança recria a realidade usando sistemas simbólicos. É uma atividade com contexto cultural e social. O autor relata sobre a zona de desenvolvimento proximal que é a distância entre o nível atual de desenvolvimento, determinado pela capacidade de resolver, independentemente, um problema, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da resolução de um problema, sob a orientação de um adulto, ou de um companheiro mais capaz.
Na visão de Vygotsky (1998) o jogo simbólico é como uma atividade típica da infância e essencial ao desenvolvimento infantil, ocorrendo a partir da aquisição da representação simbólica, impulsionada pela imitação. Desta maneira, o jogo pode ser considerado uma atividade muito importante, pois através dele a criança cria uma zona de desenvolvimento proximal, com funções que ainda não amadureceram, mas que se encontram em processo de maturação, ou seja, o que a criança irá alcançar em um futuro próximo. Aprendizado e desenvolvimento estão inter-relacionados desde o primeiro dia de vida, é fácil concluir que o aprendizado da criança começa muito antes de ela freqüentar a escola. Todas as situações de aprendizado que são interpretadas pelas crianças na escola já têm uma história prévia, isto é, a criança já se deparou com algo relacionado do qual pode tirar experiências.
Vygotsky (1998, p. 137) ainda afirma “A essência do brinquedo é a criação de uma nova relação entre o campo do significado e o campo da percepção visual, ou seja, entre situações no pensamento e situações reais”. Essas relações irão permear toda a atividade lúdica da criança, serão também importantes indicadores do desenvolvimento da mesma, influenciando sua forma de encarar o mundo e suas ações futuras.
 Santos (2002, p. 90) relata que “(...) os jogos simbólicos, também chamados brincadeira simbólica ou faz-de-conta, são jogos através dos quais a criança expressa capacidade de representar dramaticamente.” Assim, a criança experimenta diferentes papéis e funções sociais generalizadas a partir da observação do mundo dos adultos. Neste brincar a criança age em um mundo imaginário, regido por regras semelhantes ao mundo adulto real, sendo a submissão às regras de comportamento e normas sociais a razão do prazer que ela experimenta no brincar.
De acordo com Vygotsky (1998), ao discutir o papel do brinquedo, refere-se especificamente à brincadeira de faz-de-conta, como brincar de casinha, brincar de escolinha, brincar com um cabo de vassoura como se fosse um cavalo. Faz referência a outros tipos de brinquedo, mas a brincadeira faz-de-conta é privilegiada em sua discussão sobre o papel do brinquedo no desenvolvimento. No brinquedo, a criança sempre se comporta além do comportamento habitual, o mesmo contém todas as tendências do desenvolvimento sob forma condensada, sendo ele mesmo uma grande fonte de desenvolvimento.
A criança se torna menos dependente da sua percepção e da situação que a afeta de imediato, passando a dirigir seu comportamento também por meio do significado dessa situação, Vygotsky (1998, p.127) relata que “ No brinquedo, no entanto, os objetos perdem sua força determinadora. A criança vê um objeto, mas age de maneira diferente em relação àquilo que vê. Assim, é alcançada uma condição em que a criança começa a agir independentemente daquilo que vê.” No brincar, a criança consegue separar pensamento, ou seja, significado de uma palavra de objetos, e a ação surge das idéias, não das coisas.
Segundo Craidy & Kaercher (2001) Vygotsky relata novamente que quando uma criança coloca várias cadeiras uma através da outra e diz que é um trem, percebe-se que ela já é capaz de simbolizar, esta capacidade representa um passo importante para o desenvolvimento do pensamento da criança. Brincando, a criança exercita suas potencialidades e se desenvolve, pois há todo um desafio, contido nas situações lúdicas, que provoca o pensamento e leva as crianças a alcançarem níveis de desenvolvimento que só as ações por motivações essenciais conseguem. Elas passam a agir e esforça-se sem sentir cansaço, não ficam estressadas porque estão livres de cobranças, avançam, ousam, descobrem, realizam com alegria, sentindo-se mais capazes e, portanto, mais confiantes em si mesmas e predispostas a aprender. Conforme afirma Oliveira (2000, p. 19):
O brincar, por ser uma atividade livre que não inibe a fantasia, favorece o fortalecimento da autonomia da criança e contribui para a não formação e até quebra de estruturas defensivas. Ao brincar de que é a mãe da boneca, por exemplo, a menina não apenas imita e se identifica com a figura materna, mas realmente vive intensamente a situação de poder gerar filhos, e de ser uma mãe boa, forte e confiável.
Nesse caso, a brincadeira favorece o desenvolvimento individual da criança, ajuda a internalizar as normas sociais e a assumir comportamentos mais avançados que aqueles vivenciados no cotidiano, aprofundando o seu conhecimento sobre as dimensões da vida social.
Segundo Vygotsky, Luria & Leontiev (1998, p. 125) O brinquedo “(...) surge a partir de sua necessidade de agir em relação não apenas ao mundo mais amplo dos adultos.”, entretanto, a ação passa a ser guiada pela maneira como a criança observa os outros agirem ou de como lhe disseram, e assim por diante. À medida que cresce, sustentada pelas imagens mentais que já se formou, a criança utiliza-se do jogo simbólico para criar significados para objetos e espaços.
Assim, seguindo este estudo os processos de desenvolvimento infantil apontam que o brincar é um importante processo psicológico, fonte de desenvolvimento e aprendizagem. De acordo com Vygotsky (1998), um dos principais representantes dessa visão, o brincar é uma atividade humana criadora, na qual imaginação, fantasia e realidade interagem na produção de novas formas de construir relações sociais com outros sujeitos, crianças e/ou adultos. Tal concepção se afasta da visão predominante da brincadeira como atividade restrita à assimilação de códigos e papéis sociais e culturais, cuja função principal seria facilitar o processo de socialização da criança e a sua integração à sociedade.
5. Ensino-aprendizagem através do brincar na infância
Na educação de modo geral, e principalmente na Educação Infantil o brincar é um potente veículo de aprendizagem experiencial, visto que permite, através do lúdico, vivenciar a aprendizagem como processo social.  A proposta do lúdico é promover uma alfabetização significativa na prática educacional, é incorporar o conhecimento através das características do conhecimento do mundo. O lúdico promove o rendimento escolar além do conhecimento, oralidade, pensamento e o sentido.  Assim, Goés (2008, p 37), afirma ainda que:
(...) a atividade lúdica, o jogo, o brinquedo, a brincadeira, precisam ser melhorado, compreendidos e encontrar maior espaço para ser entendido como educação. Na medida em que os professores compreenderem toda sua capacidade potencial de contribuir no desenvolvimento infantil, grandes mudanças irão acontecer na educação e nos sujeitos que estão inseridos nesse processo.
Contudo, compreender a relevância do brincar possibilita aos professores intervir de maneira apropriada, não interferindo e descaracterizando o prazer que o lúdico proporciona. Portanto, o brincarutilizado como recurso pedagógico não deve ser dissociado da atividade lúdica que o compõe, sob o risco de descaracterizar-se, afinal, a vida escolar regida por normas e tempos determinados, por si só já favorece este mesmo processo, fazendo do brincar na escola um brincar diferente das outras ocasiões. A incorporação de brincadeiras, jogos e brinquedos na prática pedagógica, podem desenvolver diferentes atividades que contribuem para inúmeras aprendizagens e para a ampliação da rede de significados construtivos tanto para crianças como para os jovens.
Para Vygotsky (1998), o educador poderá fazer o uso de jogos, brincadeiras, histórias e outros, para que de forma lúdica a criança seja desafiada a pensar e resolver situações problemáticas, para que imite e recrie regras utilizadas pelo adulto.
O lúdico pode ser utilizado como uma estratégia de ensino e aprendizagem, assim o ato de brincar na escola sob a perspectiva de Lima (2005) está relacionada ao professor que deve apropriar-se de subsídios teóricos que consigam convencê-lo e sensibilizá-lo sobre a importância dessa atividade para aprendizagem e para o desenvolvimento da criança. Oliveira (1997, p. 57) acrescenta o fato que a:
Aprendizagem é o processo pelo qual o indivíduo adquire informações, habilidades, atitudes, valores, etc. a partir de seu contato com a realidade, o meio ambiente, as outras pessoas. É um processo que se diferencia dos fatores inatos (a capacidade de digestão, por exemplo, que já nasce com o indivíduo) e dos processos de maturação do organismo, independentes da informação do ambiente (a maturação sexual, por exemplo). Em Vygotsky, justamente por sua ênfase nos processos sócio-históricos, a idéia de aprendizado inclui a interdependência dos indivíduos envolvidos no processo. (...) o conceito em Vygotsky tem um significado mais abrangente, sempre envolvendo interação social.
Com isso, é possível entender que o brincar auxilia a criança no processo de aprendizagem. Ele vai proporcionar situações imaginárias em que ocorrerá no desenvolvimento cognitivo e facilitando a interação com pessoas, as quais contribuirão para um acréscimo de conhecimento.
A essas ideias associamos nossas convicções sobre o brincar como prática pedagógica, sendo um recurso que pode contribuir não só para o desenvolvimento infantil, como também para o cultural. Brincar não é apenas ter um momento reservado para deixar a criança à vontade em um espaço com ou sem brinquedos e sim um momento que podemos ensinar e aprender muito com elas. A atividade lúdica permite que a criança se prepare para a vida, entre o mundo físico e social. Observamos, deste modo que a vida da criança gira em torno do brincar, é por essa razão que pedagogos têm utilizado a brincadeira na educação, por ser uma peça importante na formação da personalidade, tornando-se uma forma de construção de conhecimento.
Finalizando Gonzaga (2009, p. 39), aponta:
(...) a essência do bom professor está na habilidade de planejar metas para aprendizagem das crianças, mediar suas experiências, auxiliar no uso das diferentes linguagens, realizar intervenções e mudar a rota quando necessário. Talvez, os bons professores sejam os que respeitam as crianças e por isso levam qualidade lúdica para a sua prática pedagógica.
Importante para o desenvolvimento, físico, intelectual e social, o jogo vem ampliando sua importância deixando de ser um simples divertimento e tornando-se ponte entre a infância e a vida adulta. Vygotsky (1998) afirma que o jogo infantil transforma a criança, graças à imaginação, os objetivos produzidos socialmente. Assim, seu uso é favorecido pelo contexto lúdico, oferecendo à criança a oportunidade de utilizar a criatividade, o domínio de si, à firmação da personalidade, e o imprevisível.
 De acordo com Kishimoto (2002) o jogo é considerado uma atividade lúdica que tem valor educacional, a utilização do mesmo no ambiente escolar traz muitas vantagens para o processo de ensino aprendizagem, o jogo é um impulso natural da criança funcionando, como um grande motivador, é através do jogo obtém prazer e realiza um esforço espontâneo e voluntário para atingir o objetivo, o jogo mobiliza esquemas mentais, e estimula o pensamento, a ordenação de tempo e espaço, integra várias dimensões da personalidade, afetiva, social, motora e cognitiva.
 O desenvolvimento da criança e seu consequente aprendizado ocorrem quando participa ativamente, seja discutindo as regras do jogo, seja propondo soluções para resolvê-los. É de extrema importância que o professor também participe e que proponha desafios em busca de uma solução e de participação coletiva, o papel do educador neste caso será de incentivador da atividade. A intervenção do professor é necessária e conveniente no processo de ensino-aprendizagem, além da interação social, ser indispensável para o desenvolvimento do conhecimento.
De acordo com o Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil (BRASIL, 1998, p. 23, v.01):
Educar significa, portanto, propiciar situações de cuidado, brincadeiras e aprendizagem orientadas de forma integrada e que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal de ser e estar com os outros em uma atitude básica de aceitação, respeito e confiança, e o acesso, pelas crianças aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural.
Por isso o educador é a peça fundamental nesse processo, devendo ser um elemento essencial. Educar não se limita em repassar informações ou mostrar apenas um caminho, mas ajudar a criança a tomar consciência de si mesmo, e da sociedade. É oferecer várias ferramentas para que a pessoa possa escolher caminhos, aquele que for compatível com seus valores, sua visão de mundo e com as circunstâncias adversas que cada um irá encontrar. Nessa perspectiva, segundo o Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil (BRASIL, 1998, p. 30, v.01):
O professor é mediador entre as crianças e os objetos de conhecimento, organizando e propiciando espaços e situações de aprendizagens que articulem os recursos e capacidades afetivas, emocionais, sociais e cognitivas de cada criança aos seus conhecimentos prévios e aos conteúdos referentes aos diferentes campos de conhecimento humano. Na instituição de educação infantil o professor constitui-se, portanto, no parceiro mais experiente, por excelência, cuja função é propiciar e garantir um ambiente rico, prazeroso, saudável e não discriminatório de experiências educativas e sociais variadas.
Educar é acima de tudo a inter-relação entre os sentimentos, os afetos e a construção do conhecimento. Segundo este processo educativo, a afetividade ganha destaque, pois acreditamos que a interação afetiva ajuda mais a compreender e modificar o raciocínio do aluno. E muitos educadores têm a concepção que se aprende através da repetição, não tendo criatividade e nem vontade de tornar a aula mais alegre e interessante, fazendo com que os alunos mantenham distantes, perdendo com isso a afetividade e o carinho que são necessários para a educação.
 A criança necessita de estabilidade emocional para se envolver com a aprendizagem. O afeto pode ser uma maneira eficaz de aproximar o sujeito e a ludicidade em parceria com professor-aluno, ajuda a enriquecer o processo de ensino-aprendizagem. E quando o educador dá ênfase às metodologias que alicerçam as atividades lúdicas, percebe-se um maior encantamento do aluno, pois se aprende brincando.
Santos (2002) refere-se ao significado da palavra ludicidade que vem do latim ludus e significa brincar. Onde neste brincar estão incluídos os jogos, brinquedos e divertimentos, tendo como função educativa do jogo o aperfeiçoamento da aprendizagem do indivíduo.
 Assim, a ludicidade tem conquistado um espaço na educação infantil. O brinquedo é a essência da infância e permite um trabalho pedagógico que possibilita a produção de conhecimento da criança. Ela estabelece com o brinquedo uma relação natural e consegue extravasar suas angústias e entusiasmos, suas alegrias e tristezas, suas agressividades e passividades.
Ainda Santos (2002, p. 12) relata sobre a ludicidade como sendo:
“(...) uma necessidade do ser humano em qualquer idade e não pode ser vista apenas como diversão. O desenvolvimento do aspecto lúdico facilita a aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, social e cultural, colabora para uma boa saúde mental, prepara para um estado interior fértil, facilita os processos de socialização, comunicação, expressão e construção de conhecimento.”
Ao assumir a função lúdica e educativa, a brincadeira propicia diversão, prazer, potencializa a exploração e a construção do conhecimento. Brincar é uma experiência fundamental para qualquer idade, principalmente para as crianças da Educação Infantil.
Dessa forma, a brincadeira já não deve ser mais atividade utilizada pelo professor apenas para recrear as crianças, mas como atividade em si mesma, que faça parte do plano de aula da escola. Pois, de acordo com Vygotsky (1998) é no brinquedo que a criança aprende a agir numa esfera cognitiva. Porque ela transfere para o mesmo sua imaginação e, além disso, cria seu imaginário do mundo de faz de conta.
Portanto, cabe ao educador criar um ambiente que reúna os elementos de motivação para as crianças. Criar atividades que proporcionam conceitos que preparam para a leitura, para os números, conceitos de lógica que envolve classificação, ordenação, dentre outros. Motivar os alunos a trabalhar em equipe na resolução de problemas, aprendendo assim expressar seus próprios pontos de vista em relação ao outro.
Oliveira (1997, p. 61) afirma que:
A implicação dessa concepção de Vygotsky para o ensino escolar é imediata. Se o aprendizado impulsiona o desenvolvimento, então a escola tem um papel essencial na construção do ser psicológico adulto dos indivíduos que vivem em sociedades escolarizadas. Mas o desempenho desse papel só se dará adequadamente quando, conhecendo o nível de desenvolvimento dos alunos, a escola dirigir o ensino não para as etapas de desenvolvimento ainda não incorporados pelos alunos, funcionando realmente como um motor de novas conquistas psicológicas. Para a criança que freqüenta a escola, o aprendizado escolar é elemento central no seu desenvolvimento.
O processo de ensino e aprendizagem na escola deve ser construído, então, tomando como ponto de partida o nível de desenvolvimento real da criança, num dado momento e com sua relação a um determinado conteúdo a ser desenvolvido, e como ponto de chegada os objetivos estabelecidos pela escola, supostamente adequados à faixa etária e ao nível de conhecimentos e habilidades de cada grupo de crianças. O percurso a ser seguido nesse processo estará demarcado pelas possibilidades das crianças, isto é, pelo seu nível de desenvolvimento potencial.
Enfim, estar ao lado do aluno, acompanhando seu desenvolvimento, para levantar problemas que o leve a formular hipóteses. Brinquedos adequados para idade, com objetivo de proporcionar o desenvolvimento infantil e a aquisição de conhecimentos em todos os aspectos.
A partir da leitura desses autores podemos verificar que a ludicidade, as brincadeiras, os brinquedos e os jogos são meios que a criança utiliza para se relacionar com o ambiente físico e social de onde vive, despertando sua curiosidade e ampliando seus conhecimentos e suas habilidades, nos aspectos físico, social, cultural, afetivo, emocional e cognitivo, e assim, temos os fundamentos teóricos para deduzirmos a importância que deve ser dada à experiência da educação infantil.
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir de pesquisa bibliográfica vemos que a criança aprende enquanto brinca. De alguma forma a brincadeira se faz presente e acrescenta elementos indispensáveis ao relacionamento com outras pessoas.  Assim, a criança estabelece com os jogos e as brincadeiras uma relação natural e consegue extravasar suas tristezas e alegrias, angústias, entusiasmos, passividades e agressividades, é por meio da brincadeira que a criança envolve-se no jogo e partilha com o outro, se conhece e conhece o outro.
Além da interação, a brincadeira, o brinquedo e o jogo proporcionam, são fundamentais como mecanismo para desenvolver a memória, a linguagem, a atenção, a percepção, a criatividade e habilidade para melhor desenvolver a aprendizagem. Brincando e jogando a criança terá oportunidade de desenvolver capacidades indispensáveis a sua futura atuação profissional, tais como atenção, afetividade, o hábito de concentrar-se, dentre outras habilidades. Nessa perspectiva, as brincadeiras, os brinquedos e os jogos vêm contribuir significamente para o importante desenvolvimento das estruturas psicológicas e cognitivas do aluno.
Vemos que a ludicidade é uma necessidade do ser humano em qualquer idade, mas principalmente na infância, na qual ela deve ser vivenciada, não apenas como diversão, mas com objetivo de desenvolver as potencialidades da criança, visto que o conhecimento é construído pelas relações inter-pessoais e trocas recíprocas que se estabelecem durante toda a formação integral da criança.
 Portanto, a introdução de jogos e atividades lúdicas no cotidiano escolar é muito importante, devido à influencia que os mesmos exercem frente aos alunos, pois quando eles estão envolvidos emocionalmente na ação, torna-se mais fácil e dinâmico o processo de ensino e aprendizagem.
Conclui-se que o aspecto lúdico voltado para as crianças facilita a aprendizagem e o desenvolvimento integral nos aspectos físico, social, cultural, afetivo e cognitivo. Enfim, desenvolve o indivíduo como um todo, sendo assim, a educação infantil deve considerar o lúdico como parceiro e utilizá-lo amplamente para atuar no desenvolvimento e na aprendizagem da criança.
7. REFERÊNCIAS
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BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil/Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. - Brasília: MEC/SEF, 1998, volume: 1 e 2.
CARVALHO, A.M.C. et al. (Org.). Brincadeira e cultura:viajando pelo Brasil que brinca.São Paulo: Casa do Psicólogo, 1992.
CRAIDY, Carmem Maria, org; KAERCHER, Gladis E., org. Educação infantil:pra que te quero?. Porto Alegre: Artmed, 2001.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Mini Aurélio Escolar Século XXI: o minidicionário da língua portuguesa. 4 ed. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2003.
KISHIMOTO, Tizuco Morchida. Jogo, Brinquedo, Brincadeira e a Educação. São Paulo: Cortez, 2002.
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MOLUSCO, Lula. A importância de brincar na escola. (online) Disponível na Internet via:http://www.jornallivre.com.br/195025/a-importancia-de-brincar-na-escola.html. Arquivo capturado 25 de abril de 2009.
MORAIS, Ana Maria Galeazzi. A importância do brincar no desenvolvimento infantil. Disponível na Internet via: http://www.tribunaimpressa.com.br/Conteudo/A-importancia-do-brincar-no-desenvolvimento-infantil,771,778. Arquivo capturado 26 de maio de 2009.
NEGRINE, Airton. Aprendizagem e desenvolvimento infantil. Conteúdo: v. 1. Simbolismo e jogo. Porto Alegre: Prodil, 1994.
OLIVEIRA, Marta Kohl de. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento um processo sócio-histórico. 4. ed. São Paulo: Scipione, 1997.
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REGO, Teresa Cristina. Vygotsky: uma perspectiva histórico-cultural da educação. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995.
Revista Maringá Ensina nº 10 – fevereiro/abril 2009.Aimportância da formação lúdica para professores de educação infantil. Rúbia Renata das Neves Gonzaga. (p. 36-39).
Revista Maringá Ensina nº 10 – fevereiro/abril 2009. Brincar é passa tempo? Elaine Regina Machado. (p.18-19).
Revista Maringá Ensina nº 12 – julhoagostosetembro 2009. A criança e o faz de conta. Vera Lúcia Camara F. Zacharias. (p. 36-37).
SANTOS, Santa Marli Pires dos. O lúdico na formação do educador. 5 ed.  Vozes, Petrópolis, 2002.
VALLE, Ribeiro do. O brincar. (online) Disponível na Internet via: http://www.ribeirodovalle.com.br/brincar.htm >. Acesso em 10 maio de 2009.
VYGOTSKY, L.S. A Formação Social da Mente. 6ª ed. São Paulo, SP. Martins Fontes Editora LTDA, 1998.
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ZANLUCHI, Fernando Barroco. O brincar e o criar: as relações entre atividade lúdica, desenvolvimento da criatividade e Educação. Londrina: O autor, 2005.


[1]Artigo Final elaborado como requisito parcial para obtenção do grau de licenciado/bacharel em Pedagogia, sob a Orientação da Professora Esp. Maria Ângela Garcia de Almeida. Centro Universitário de Maringá – CESUMAR, Maringá – Paraná, Novembro de 2009. mangela@cesumar.br
[2]Acadêmica do 4º ano de Pedagogia Noturno do Centro Universitário de Maringá – CESUMAR, Maringá – Paraná. Professora de Educação Infantil de Instituição Privada.   faby_bibia@yahoo.com.br.
Por Fabiane das Neves Fantacholi
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A Contação de Historias no psiquismo infantil
Ouvir história é recuperar a herança empírica do homem, seus medos, descobertas e desejos. As crianças sabem muito bem o que é essa herança empírica no turbilhão de sentimentos que vivenciam, é onde entra a figura do professor/contador de histórias como mediador deste processo de aprendizagem de lidar com as emoções.
Para a criança muitos de seus sentimentos são tão confusos, perturbadores e dolorosos que é difícil administrá-los, trazendo assim infelicidade. Essa energia emocional fica represada e acaba vazando na forma de sintomas físicos, neuróticos ou comportamentais, como crueldade, comportamento agressivo, dificuldade de aprendizado, enurese noturna, falta de concentração, hiperatividade, obsessões, ansiedade, etc.
Apesar das crianças precisarem de ajuda para lidar com seus sentimentos estas não conseguem falar com naturalidade e facilidade sobre seus problemas, isto porque não estão habituadas à linguagem cotidiana, para elas esta não é a linguagem do sentimento, elas se expressam melhor através da metáfora, da imagem como em histórias e sonhos.
A comunicação por meio da narração de histórias fala as crianças mais profundamente do que a linguagem literal, a linguagem do pensamento; dramatizar com bonecos ou fantoches, representando aquilo que se quer dizer através do desenho ou pintura é fazer uso da linguagem imaginativa, essa é naturalmente a linguagem infantil.
Nas histórias, o mal está tão presente quanto o bem, existem inúmeros obstáculos a serem vencidos, aparecendo escolhas de solução que permitem que a vitória aconteça. Todos esses aspectos fazem parte da vida psíquica da criança, formalizando o processo de identificação.
Aquele herói que luta e vence mostra a possibilidade de não desistir diante dos problemas da vida real e ter forças para superar todos os desafios. Os seres que figuram o mal significam o aspecto instintivo do homem e, ao serem subjugados, criam a possibilidade de equilíbrio entre a natureza animal/instintiva e a humana.
De acordo com Bettelheim (ibid.), esses seres são criações do imaginário, fantasmas que a criança carrega dentro dela: medo do abandono dos pais, de ser devorada e da rivalidade com irmãos. As histórias contadas minimizam essas angústias e trazem paz as crianças porque essas energias maléficas são destruídas e “tudo acaba bem” no final do conto.
Ainda citando Bettelheim, a narração oral é um caminho para o desenvolvimento da maturidade e sedimentação da individualidade, da autovalorização e da projeção de um futuro esperançoso, gerando o abandono das dependências infantis e abrindo espaço para o convívio com a obrigação moral e a convivência social pautada na consideração ao outro.
É isto que a história faz, ela apresenta mecanismos para enfrentar os problemas de uma maneira saudável e criativa, levando a criança ao um mundo maravilhoso onde os processos vivenciados pelos personagens e suas aventuras são repletas de significados, a criança sente isso, ela entra no mundo da história, um mundo de esperança, opções e possibilidades: opções sobre o que fazer diante de um grande obstáculo, possibilidades e soluções criativas para a superação dos problemas e como lidar com as emoções.
As narrativas em sala de aula são ótimas ferramentas para o desenvolvimento da subjetividade das crianças, o conto permite que esta experimente emoções, vivencie-as em sua fantasia, sem que precise passar pelas mesmas situações na realidade, além disso, a história oferece a criança uma nova forma de pensar sobre os seus sentimentos difíceis, sentimentos dolorosos ou intensos demais (como um luto, o nascimento de um irmão, a adaptação escolar, etc.).
Os contos de fadas são as únicas histórias que de maneira simples e simbólica falam das perdas, da fome, da morte, do medo, do abandono, da violência... Eles têm suas bases nas camadas do inconsciente coletivo, em sentimentos comuns a toda a humanidade, por isso encontramos histórias bastante parecidas em diversas culturas pelo globo e em épocas diversas. Os contos de fadas possuem um fundo arquetípico, sentimentos complexos organizados de um modo fácil de entender especialmente pelas crianças, mostram que é natural ter pensamentos destrutivos e maus, que não se é essencialmente construtivo e bom e que é preciso ordenar os sentimentos e as tendências contraditórias.
A Contação de Historias na transição da Educação Infantil para o Ensino Fundamental
Toda construção do imaginário da criança ocorre em torno do ingresso no Ensino Fundamental. Este é considerado como um dos principais ritos sociais ao qual a criança é submetida pode significar alem disso, a afirmação de um status de personalidade quanto ao acesso ao mundo da leitura e escrita. Por isso é um momento carregado de empolgação e euforia, e também, pressão social e medo.
Diante disto e preciso planejar o processo de transição que ocorrerá a fim de minimizar o stress na criança. Um elevado nível de stress pode deixar marcas a curto e longo prazo, causar distúrbios e interferir no processo de aprendizagem.
A contação de histórias é um instrumento de grande valia nessa de transição, apesar da ausência de estudos avaliativos neste campo, pois ao ouvir uma história que relate sua trajetória até o momento e que ainda antecipa o futuro que a nova fase escolar lhe reserva, a criança elabora o inevitável rompimento dos vínculos estabelecidos nessa fase e se prepara para uma nova etapa, diminuindo assim o próprio nível de stress, o medo e a insegurança.


Referencias Bibliográficas
BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. 9. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra; 1980.
GASPAR, Antônio C. C., DAMASCENO, Daisy H. S. A transição entre a educação infantil e o ensino fundamental. Col. Educativa Especial – Educativa a revista do professor. São Paulo: Editora Minuano, Ano I, n.05.
SUNDERLAND, Margot. O valor terapêutico de contar histórias. São Paulo: Editora Cultrix, 2005.
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A Ausência dos Familiares no Processo de Construção dos Saberes: Saber Ser e Saber Agir de Seus Filhos Na Educação Profissional
Índice
1. Resumo

1. RESUMO

Os valores desempenham um papel principal na história da sociedade e indivíduos. A construção de valores nos indivíduos é realizada por meio de um processo lento e gradativo. As famílias transferiram para as escolas técnicas a responsabilidade da formação dos valores ser e agir que são essenciais para a interação com o meio em que vivem e o mercado de trabalho. Este estudo tem como objetivo contribuir com o processo de construção dos saberes ser e agir no ensino profissionalizante e conscientizar a família sobre a importância de ser a grande parceira que é essencial neste processo. Trata-se de uma pesquisa quantitativa, adequado quando se deseja conhecer a extensão do objeto de estudo. A amostragem retirada foi por conveniência, este tipo de amostra é selecionada, por alguma conveniência do pesquisador. A coleta foi realizada por meio da aplicação de 20 questionários para 20 famílias de 20 alunos dos cursos Técnico em Vestuário e Técnico em Design de Moda da Escola Técnica SENAI Caruaru. A análise dos dados é tratada de forma quantitativa, adequado quando se deseja conhecer a extensão do objeto de estudo e foram apresentados por meio de gráficos para facilitar a interpretação dos dados. A partir da análise realizada identificaram-se alguns resultados: do total da amostra pesquisada, a maior parte dos pais trabalham fora de casa e passam aproximadamente 4 horas com seus filhos. Neste período a maioria dos familiares não aproveita para estar com seus filhos a fim de realizar atividades que possibilitem uma integração e conhecimento mútuo. Os pais precisam de uma maior integração com a escola, pois muitos só comparecem na instituição quando são solicitados pela mesma.
Palavras-chave: relação família-escola, construção de valores, saber ser e agir.

2. INTRODUÇÃO

Historicamente, as Escolas Técnicas eram destinadas a formar profissionais para atuar no mercado de trabalho com habilidades manuais, falando dos pilares da educação, imperava o saber e saber fazer. Hoje o cenário da educação profissionalizante passa por mudanças constantes, a disciplina, o bom comportamento, atitudes, relacionamento interpessoal estão sendo abordados tanto quanto o desenvolvimento da competência do saber e saber fazer. O saber ser e o saber agir está sendo uma responsabilidade transferida dos familiares para as Escolas Técnicas.
A base dos eixos fundamentais que orientam a vida e constituem a chave do comportamento humano, segundo Izquierdo Moreno (2001, p. 5), são os valores. Esses destoam do cenário que configura nossa realidade, necessitando ser resgatados e incentivados em todas as esferas do desenvolvimento e convívio humano.
A família precisa assumir seu papel na educação dos filhos em parceria com as escolas técnicas que seu papel é proporcionar uma profissão e prepará-lo para o mercado de trabalho, que somente a escola não consegue dar conta de fornecer a educação básica e uma formação profissionalizante. 
O problema estabelecido pelo presente trabalho consiste no seguinte questionamento:
       - Por que os familiares estão ausentes no processo de construção dos saberes ser e agir de seus filhos na educação profissional?
O tipo de investigação escolhida para o desenvolvimento do trabalho é a pesquisa de campo, pois ela é realizada no local, onde ocorre ou ocorreu um fenômeno ou que dispõe de elementos para explicá-lo.

3. JUSTIFICATIVA

O ensino profissionalizante brasileiro é reconhecido como uma das pontas fundamentais na educação do país. O objetivo da educação profissionalizante é abrir os olhos dos alunos em uma pespectiva de trabalho e facilitar o acesso ao mercado de trabalho que a cada ano torna-se mais competitivo e quem se destaca é porque possui um diferencial. O conhecimento técnico não está sendo visto como principal diferencial de um profissional e sim a habilidade de se relacionar bem com os outros.
As atitudes e a disciplina dos jovens estudantes estão sendo acompanhadas e ensinadas pela comunidade escolar, além de oferecer a competência do saber e saber fazer, que muitas vezes não possui o apoio da família e sim a indisponibilidade para tratar dos problemas e desconfortos que seus próprios filhos causam, prejudicando o ingresso do jovem no mercado de trabalho e indo de encontro com o objetivo principal da instituição.
A discussão sobre como envolver a família no processo de aprendizagem na escola não é recente, promover a co-responsabilidade exige desafios. Mas a mudança e a perspectiva de integração entre família e escola devem ser incentivados e analisados constantemente.
A pesquisa se faz necessária para contribuir no processo de ensino-aprendizagem do adolescente que procura uma formação técnica, pois somente com a família interagindo com as escolas técnicas é que terá além de uma boa formação, uma preparação para tomar atitudes para enfrentrar as dificuldades que certamente virão no mercado de trabalho.

4. OBJETIVOS

4.1 OBJETIVO GERAL

Contribuir com o processo de construção dos saberes ser e agir no ensino profissionalizante e conscientizar a família sobre a importância de ser a  grande parceira que é essencial neste processo.

4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • Identificar as possíveis causas da ausência dos responsáveis diretos no acompanhamento da aprendizagem e atitudes dos filhos;
  • Investigar estratégias para aproximar a família da escola técnica;
  • Colaborar  na conscientização da participação da família no processo da construção dos saberes em parceria com a escola;

5. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

5.1 APARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA NA EDUCAÇÃO ESCOLAR

A parceria entre familiares e as instituições de ensino seja a educação formal ou a técnica, é concretizada quando ambos estão unidos em um único objetivo, formar cidadãos conscientes da sociedade em que habitam, com valores éticos e morais e com uma perspectiva de um futuro promissor. A família pode participar de várias maneiras na vida educacional do estudante, segundo Freitas, Maimoni & Siqueira, (1994) e de Maimoni & Miranda, (1999), elas podem: acompanhar tarefas e trabalhos escolares, verificar se o filho fez as atividades solicitadas pelo docente, estabelecer horário de estudo, informar- se sobre matérias e provas, entre outras.
Há vários modelos de famílias, não existe somente um tipo de família na sociedade brasileira, mas existem singularidades entre elas. É possível afirmar que cada família possui sua identidade e estão em constante evolução, constituídas com o intuito básico de prover a subsistência de seus integrantes.
Por meio do desenvolvimento tecnológico, não somente máquinas foram modificadas, a sociedade também passa por transformações no estilo de vida e as relações que estabelecemos com nossos semelhantes. O mundo virtual que é a nova maneira de interação e relacionamento entre as pessoas, em que em questão de segundos há o processo de comunicação com outros indivíduos que estão a milhares de quilômetros de distância, ocupando o tempo que antes poderia ser utilizado com uma conversa ou atividades que poderiam interagir e unir os membros da família.
Segundo Ackerman (1986, p. 17), o momento histórico em que nos encontramos,
tem alterado a configuração da vida familiar e tem abalado os padrões estabelecidos de Indivíduo, Família e Sociedade. [...] Seres humanos e relações humanas foram lançados em um estado de turbulência, enquanto a máquina cresce muito, à frente da sabedoria do homem sobre si mesmo. A redução do espaço e a intimidade forçada entre as pessoas vivendo em culturas em conflito exigem um novo entendimento, uma nova visão das relações do homem com o homem e do homem com a sociedade.
A saída da mãe para o mercado de trabalho, que é a figura central na educação de seus filhos, é um dos fatores que tem abalado a relação entre mãe e filho, as relações de amor, confiança, segurança, relacionamento social são construídas no decorrer do cotidiano, em um determinado tempo histórico e um delimitado espaço físico. A nova mãe da sociedade, que trabalha e possui grandes responsabilidades, muitas vezes não dispõe do tempo necessário para estabelecer uma relação com seu filho e educá-lo.
Em relação às perspectivas da família com relação à escola com seus filhos encontram-se várias idéias de que a instituição escolar “eduque” o filho naquilo que a família não se julga capaz e que ele seja preparado para obter êxito profissional e financeiro.
A família não é o único canal pelo qual se pode tratar a questão da socialização, mas é, sem dúvida, um âmbito privilegiado, uma vez que este tende a ser o primeiro grupo responsável pela tarefa socializadora. A família constitui uma das mediações entre o homem e a sociedade. Sob este prisma, a família não só interioriza aspectos ideológicos dominantes na sociedade, como projeta, ainda, em outros grupos os modelos de relação criados e recriados dentro do próprio grupo. (CARVALHO, 2006).
A formação dos educandos quantos aos valores éticos e o desenvolvimento da moralidade como também padrões de comportamento muitas vezes é apontada pela família como responsabilidade apenas da escola, segundo Di Santo (2006), em seu artigo Família e Escola: uma relação de ajuda relata que atualmente, a família tem passado para a escola a responsabilidade de instruir e educar seus filhos inserindo-os na sociedade.
Logo, deve haver um estreitamento das relações entre família e escola em busca de uma qualificação com mais qualidade, evitando uma confusa transferência de responsabilidades entre ambas as partes para alcançar um bom desenvolvimento saudável dos educandos.
O primeiro passo para a interação positiva entre a escola e a comunidade é, sem dúvida, o conhecimento da própria comunidade por parte da escola. Para um considerável afunilamento desta relação, seria necessário toda a comunidade escolar, não somente educadores ou gestores, analisar instrumentos que facilitassem o intercâmbio entre as partes, favorecendo uma relação de confiança e respeito para com os envolvidos.
Uma das funções da escola é buscar uma aproximação com as famílias de seus alunos, pois enquanto instituição de educacional técnica, pode promover atividades como: interação e apoio com diversos profissionais como psicólogos, fazer visitas aos  familiares, reuniões de pais e mestre com maior frequência, bem como a realização de trabalhos técnicos com a participação dos familiares para que estes possam conhecer os conteúdos que seus filhos estão desenvolvendo nas diversas atividades curriculares, nas  proporcioando ligação entre escola-família- professores.   
O papel a ser exercido pela escola técnica e pelos pais, em se tratando de uma sociedade que passa por mudanças constantes, é a busca de novas formas e  caminhos para alcançar êxito na formação de valores, pois muitos dos valores considerados essenciais pela humanidade estão sendo abalados, por isso a importância de um lugar em que os filhos e estudantes possam se sentir seguros e confiantes no seu próprio potencial e a escola pode ser este ambiente quando estiver bem estruturado e apoiado pela família. 

5.2 PILARES DA EDUCAÇÃO

Segundo Jacques Delors (1999), a educação deve organizar-se em torno de quatro aprendizagens fundamentais que, ao longo de toda a vida, serão de algum modo, para cada indivíduo, os pilares do conhecimento: aprender a conhecer, isto é, adquirir os instrumentos da compreensão; aprender a fazer, para desenvolver habilidades motoras; aprender a agir, a fim de participar e cooperar com a sociedade em todas as atividades humanas, preparar-se para gerir conflitos em diversas situações, agir com solidariedade respeitando os sentimentos alheios e a diversidade cultural existente no meio em que vive; finalmente, aprender a ser, para melhor desenvolver a sua personalidade e estar à altura de agir com cada vez maior capacidade de autonomia, discernimento e de responsabilidade pessoal fortalecendo um grupo, uma comunidade ou até mesmo o país.
Quando o foco era o posto de trabalho, a qualificação relacionava-se com o saber técnico a ele relacionado. Com os automatismos introduzidos nas máquinas, o trabalhador começou a ter de adquirir novas habilidades, como decodificar novos símbolos, comunicar-se tanto verbalmente como por escrito, resolver problemas dos novos processos de trabalho, ser autônomo e ser capaz de antecipar respostas a certos desafios (MEHEDFF, 1996).
As escolas técnicas são comprometidas com o desenvolvimento de competências e habilidades voltadas ao trabalhador, buscar “aprender a aprender” e o “aprender a pensar”. Assim, a competência não se limita ao conhecer/fazer, vai mais além, porque envolve o agir numa determinada situação. Tal agir supõe a capacidade de realizar, de abstrair, de emitir respostas criativas frente a situações inusitadas, de se comunicar eficazmente, de trabalhar de forma cooperativa, em equipe.
As habilidades implicam em dimensões variadas: cognitivas, motoras e atitudinais. Considerando que a competência e as habilidades são formadas ao longo da vida, exigindo um processo de educação contínua e podem ser desenvolvidas em qualquer momento da vida de uma pessoa.

5.3 RELAÇÃO ENTRE PROFESSOR E ALUNOS

A Lei nº 9.394 da LDB, (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), de 20 de dezembro de 1996, determina que a educação escolar deve ser oferecida, predominantemente, por meio do ensino em instituições próprias. O art. 2º da mencionada Lei dispõe o seguinte:
A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
De acordo com o artigo citado é dever tanto da família como da escola promover o desenvolvimento integral do educando, a formação para a cidadania e o alargamento de qualificações para o mundo do trabalho, porém a sociedade atual passa por transformações tão intensas que os papéis específicos desempenhados por ambas as partes estão sendo cada vez mais confundidos.
Diante dessa realidade, está sendo exigido dos professores mais qualificações, mas não somente técnicas específicas da área de atuação, mas preparados para as novas relações pedagógicas, as relações humanas no processo de ensino e aprendizagem.
Na primeira metade do século XX, alguns estudos revelam, (FURLANI, 1995; ESTEVE, 1999), que a relação entre professor e aluno era baseada na hierarquia social, na disciplina, na obediência, no respeito, na importância que a sociedade dava aos conteúdos ministrados pela escola e a atividade docente, pois a família e escola desempenhavam papéis bem definidos. A família se ocupava com os ensinamentos e a educação primária com vistas à transmissão de valores. A escola, por sua vez, era responsável pelos estudos secundários, caracterizada pela formalidade e racionalidade.
Nas décadas posteriores, segundo, Tedesco (2002, p.38), produziu-se um processos de desaparecimento das distinções entre professor e aluno. Desse ponto de vista, a massificação da escola foi acompanhada por um processo de perda de significação social das experiências de aprendizagem que nela se realizam.
A massificação escolar e a horizontalidade entre professor e aluno e a desvalorização do conteúdo escolar proporcionou um desinteresse pelas experiências vividas em sala de aula. A indisciplina, a intolerância, a realização de atividades apenas para atingir a nota e não pela construção do conhecimento, dificuldades de relacionamentos e trabalho em equipes são alguns aspectos da educação escolar de hoje.
Por meio dessa análise, as relações atuais entre professor e aluno podem ser um instrumento facilitador da aprendizagem, tanto de experiências técnicas e específicas como da interação entre a a sociedade. 

6. METODOLOGIA

6.1 DELINEAMENTO DA PESQUISA

Esta pesquisa tem o objetivo de identificar quais as estratégias que o SENAI Caruaru poderá adotar para melhorar o relacionamento entre família e escola. Deste modo, a pesquisa pode ser classificada quanto aos finsde exploratória, que segundo Vergara (2005), ela é realizada em área na qual há pouco conhecimento acumulado e sistematizado sobre o fenômeno a ser explorado. Quanto aos meios de investigação foi realizada uma pesquisa de campo, pois ela é realizada no local, residência dos educandos, onde ocorre ou ocorreu um fenômeno ou que dispõe de elementos para explicá-lo.

6.2 DEFINIÇÃO DA AMOSTRA OU POPULAÇÃO-ALVO

Os sujeitos da pesquisa são os pais ou responsáveis dos alunos matriculados.
A amostra foi definida pelo método estatístico e que segundo Vergara (2005) as amostras são divididas em dois tipos: a probabilística e não probabilística. Existem três tipos de amostragens não probabilísticas: básicas - amostras por conveniência, amostras intencionais e por quotas. A amostragem escolhida é a por conveniência, este tipo de amostra é selecionada, por alguma conveniência do pesquisador. É utilizada, freqüentemente, para testar idéias ou obter idéias sobre determinado assunto de interesse e prestam-se muito bem aos objetivos da pesquisa exploratória.

6.3 PLANO DE COLETA DE DADOS

Com intuito de delimitar as respostas facilitando a mensuração dos resultados e compreensão, o questionário tem perguntas fechadas. Utilizaremos fonte de dados primários que no oferecem suporte para direcionar as ações de conscientização.A coleta foi realizada por meio da aplicação de 20 questionários para 20 famílias de 20 alunos dos cursos Técnico em Vestuário e Técnico em Design de Moda da Escola Técnica SENAI Caruaru.

6.4 PLANO DE ANÁLISE DE DADOS

A análise dos dados é tratada de forma quantitativa, adequado quando se deseja conhecer a extensão do objeto de estudo. Aplica-se nos casos em que se busca identificar o grau de conhecimento, as opiniões, impressões, hábitos e comportamentos. Ou seja, o método quantitativo oferece informações de natureza mais objetiva e aparente.  
Os dados estão analisados e apresentados em gráficos para facilitar as conclusões.  Seguindo-se a análise, as estratégias para aproximar a família da escola técnica foram elaboradas para sua implantação.

7. ANÁLISE E DISCUSSÃO

7.1 TRABALHO DOS FAMILIARES FORA DA RESIDÊNCIA

A pesquisa de campo foi realizada a 20 famílias de 20 alunos dos cursos Técnico em Vestuário e Técnico em Design de Moda da Escola Técnica SENAI Caruaru.. Os questionários foram aplicados aos pais e responsáveis destes estudantes.
Identificou-se que entre os entrevistados, 50% dos responsáveis trabalham fora de casa, 35% dos responsáneis apenas os pais trabalham e 15% apenas as mães estão ausentes de casa por um determinado período para promover o sustento de seus lares.
A porcentagem total em que a mãe está ausente no processo diário de construção da personalidade dos filhos somam 65%.
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Gráfico 1: trabalho dos familiares
Fonte: pesquisa realizada, 2009

7.2 TEMPO APROXIMADO DIÁRIO EM QUE OS PAIS PASSAM COM OS FILHOS

Em relação ao tempo em que os pais disponibilizam para estar junto dos filhos por dia, 60% passam aproximadamente 4 horas por dia, 30% estende mais de 4 horas e apenas 10% convivem aproximadamente 2 horas.
Estes dados indicam que a família disponibiliza de tempo para estar junto dos filhos mesmo em sua maioria trabalhando fora de suas residências.
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Gráfico 2: tempo disponível
Fonte: pesquisa realizada, 2009

7.3 ATIVIDADES REALIZADAS PELA FAMÍLIA NESTE TEMPO DESPENDIDO

No gráfico 2 foi identificado que 60% dos familiares dispõe de aproximadamente 4 horas diariamente para realizar diversas atividades com seus filhos a fim de aproximação, união, construção de conhecimentos entre outras.
As atividades que as famílias realizam com mais frequência são apontadas por meio do gráfico 3.  Entre os entrevistados, 11% não exercem nenhuma atividade entre os membros da família, 16%  realizam reflexões sobre o dia, 32% das famílias aproveitam o jantar para conversar e 41% assiste filmes ou outros programas.
Este tempo disponível deve ser bem aproveitado para que a família seja unida, para que conheçam entre si e os pais percebam quais as necessidades específicas de cada filho para suprí-las.
Muitas atividades poderiam ser praticadas diariamente, porém os dados apresentaram que a atividade mais exercida é a de assitir filmes ou programas, que as mesmas não possibilitam uma interação verbal tendo como consequência o desconhecimento dos membros entre si.
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Gráfico 3: atividades executadas
Fonte: pesquisa realizada, 2009

7.4 CONHECIMENTO DIÁRIO DAS ATIVIDADES REALIZADAS OU A REALIZAR PELO FILHO NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO O QUAL FAZ PARTE E SUA IMPORTÂNCIA

Quanto ao conhecimento das atividades desempenhadas pelos filhos nas instituições de ensino, 100% dos responsáveis sabem o que é realizado, isto demonstra que os pais possuem interesse no que é realizado por seus filhos.
http://www.brasilescola.com/upload/conteudo/images/grafico4.jpg
Gráfico 4: conhecimento das atividades
Fonte: pesquisa realizada, 2009

7.5 OBSERVAÇÕES NO COMPORTAMENTO E ATITUDES DOS FILHOS

A pesquisa mostra que 50% dos pais observam diariamente as atitudes e comportamento dos filhos e apenas conversam com eles, demonstrando que ainda possui um distanciamento da família com a escola, pois a maoria dos responsáveis não procuram a escola para conhecer melhor as ações dos filhos.
A porcentagem dos pais que observam, conversam com os filhos diariamente e procuram informações nas instituições de ensino sobre as atitudes e comportamento dos mesmos somam 40%.
Em analogia aos pais que observam diariamente as atitudes e comportamento dos filhos e não conversam com eles comprovando que há problemas de afinidade e interesse pelos anseios dos filhos somam 10% e 0% dos pais não observam diariamente as atitudes e comportamento dos filhos.
http://www.brasilescola.com/upload/conteudo/images/grafico5.jpg
Gráfico 5: observação do comportamento
Fonte: pesquisa realizada, 2009

7.6 MOTIVAÇÃO QUANTO AO CUMPRIMENTO DAS NORMAS DAS ESCOLAS

Quanto as normas das instituições, 75% dos pais conhecem as normas, motiva e acompanha o cumprimento das mesmas, 25% dos pais apenas conhecem as normas não incentivando o cumprimento das mesmas refletindo no horário de chegada, utilização do fardamento, presença durante as disciplinas e motivação para a realização dos trabalhos solicitados para cumprir a média de cada disciplina.
http://www.brasilescola.com/upload/conteudo/images/grafico6.jpg
Gráfico 6: motivação para o cumprimento de normas
Fonte: pesquisa realizada, 2009

7.7 PARTICIPAÇÃO ATIVA NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO FREQUENTADAS PELOS FILHOS

A participação ativa dos pais nas instituições só ocorre quando são chamados pela escola, pois 70% dos responsáveis visitam apenas quando a presença é solicitada apresentando um comprometimento negativo dos familiares com a escola e até mesmo com os filhos. Os pais deveriam visitar as insituições com mais frequência para haja uma parceria entre as partes interessadas com a educação e crescimento pessoal e profissional do estudante, quanto aos familiares que visitam pelo menos duas vezes no decorrer do ano letivo somam 20% e apenas 10% visitam pelo menos uma vez por ano.
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Gráfico 7: participação dos pais nas instituições de ensino
Fonte: pesquisa realizada, 2009

7.8 DIFICULDADES DE RELACIONAMENTO DA FAMÍLIA COM A ESCOLA

Não há dificuldades que possam impedir a maioria dos familiares de estarem ativos na participação com a instituição, pois 60% respondeu que não existe dificuldades de frequentar a escola, 25% alegou o tempodisponível que é justificado pelos mesmos, alegando que trabalham cada vez mais, não dispondo de tempo para cuidar dos filhos, além disso, acreditam que educar em sentido amplo é função da escola.
A comunicação entre família e escola foi indicado por 10%, comprovando que a minoria percebe que o relacionamento e a comunicação entre as partes é falho, pois a família espera da escola, enquanto a escola, afirma que o êxito do processo educacional depende, e muito, da atuação e participação da família, que deve estar atenta a todos os aspectos do desenvolvimento do educando e apenas 5% respondeu qua a localização é um fator dificultador.
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Gráfico 8: dificuldades de relacionamento entre família e escola
Fonte: pesquisa realizada, 2009

7.9 PROPOSTA DE MELHORIA

As sugestões levantadas para melhorar o relacionamento e comunicação entre a instituição e os responsáveis dos educandos foram:
  • Reuniões com maior frequência entre pais, filhos e a equipe escolar;
  • Entrega de boletins mensais para os pais conhecerem o desempenho do filho no curso;
  • Realização de palestras para a família;
  • Feedback dos coordenadores diretamente por telefone aos pais da situação dos filhos;
  • Apresentação dos conteúdos ministrados aos pais para os mesmos saberem a importância do curso;
  • Motivação dos pais para frequentar mais a escola;
  • Colocar à disposição da família profissionais: psicólogos e nutricionistas.

8. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O SENAI tem um grande nome no mercado devido ao seu histórico e qualidade em seus produtos e serviços. O produto do SENAI, ou seja, o que ele oferece ao mercado são jovens capacitados para o mercado de trabalho, mas não somente competências técnicas, como também qualidade pessoais que são indispensáveis para a era da informação a qual vivemos.
Essas qualidades pessoais, são conhecidas como os pilares da educação, são os saberes: saber, saber ser, saber agir e saber fazer. Quando trata-se do saber ser e agir a família pode contribuir e fortalecer o SENAI para o ensino-aprendizagem de seus filhos. A instituição e a família são parceiras neste processo, nenhuma das partes poderá realizar todo o processo de construção de saberes trabalhando isoladamente. Ambas as partes precisam se unir a fim de educar e formar técnicos e profissionais para o mercado de trabalho, como também cidadãos para fortalecer a sociedade brasileira.
A instituição pode tomar a iniciativa para fortalecer e aproximar pais – alunos -  escola por meio de palestras que possuam em seu conteúdo informações interessantes tanto para os pais como para os filhos, atividades que apresentem o que os estudantes realizam todos os dias em seus respectivos setores, entrega de boletins para o acompanhamento do progresso do aluno mensalmente, reuniões com profissionais especializados para interagir a família e tantas outras atividades que são importantes para a construção de valores em família.

9. REFERÊNCIAS

ACKERMAN, N. W. Diagnóstico e tratamento das relações familiares. Porto
Alegre: Artes Médicas, 1986.
BRASIL. Presidência da República. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996: estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, Diário Oficial da União, 21 de dezembro de 1996.
CARVALHO, M.E.P de. Modos de educação, gênero e relações escola-família. [S.l.:s.n.]. Disponível em: <http://biblioteca.universia.net/html_bura/ficha/params/id/3 12415.html>. Acesso em: 02 dez. 2008.
DI SANTO, Joana Maria Rodrigues. A família na atualidade. [S.l.:s.n.]. Disponível em: <http://www.webartigos.com/articles/7514/1/a-familia-na-atualidade/pagina1.html>. Acesso em: 02 dez. 2008.
ESTEVE, J. M. O mal-estar docente: a sala de aula e a saúde dos professores. Bauru: EDUSC, 1999.
FURLANI, L. M. T. Autoridade do professor: meta, mito ou nada disso? 4. ed. São Paulo: Cortez, 1995.
IZQUIERDO MORENO, Ciriaco. Educar em Valores. Trad. MariaLuisa Garcia Prada. São Paulo: Paulinas, 2001. (Coleção Ética e Valores).
DELORS, Jacques. Educação: Um Tesouro a Descobrir. São Paulo: Cortez, 1999.
MAIMONI, E. H & MIRANDA, A. A. B. (1999). Uma proposta de avaliação do envolvimento dos pais na vida escolar do filho. Anais do IV Congresso e IV Mostra de Ciências Humanas e Artes (CD-room), Viçosa (MG).
MEHEDFF, Nassim Gabriel. Habilidades – Uma questão de competências?. Ministérios do trabalho – PLANFOR. Brasília, 1996.
SENAI. Região Nordeste. Novo modelo de educação profissional: concepção curricular e metodológica. Recife: SENAI/DITEC/DET, 2002.
TEDESCO, J. C. O novo pacto educativo: Educação, competitividade e cidadania na sociedade moderna. São Paulo: Ática, 2002.
VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 6 ed. São Paulo: Atlas, 2005.